Seja água, meu amigo.

“Getting Things Done, cuja abreviação é GTD, é um método de gerenciamento de ações que dá nome ao livro de David Allen.

O GTD se baseia no princípio de que uma pessoa precisa tirar as tarefas de sua mente e registrá-las em algum lugar. Desta forma, a mente fica livre do trabalho de lembrar de tudo o que necessita ser feito e pode se concentrar em realmente executar essas tarefas.” Fonte: Wikipédia.

Inspirado pelas artes marciais, “a mente clara como a água” pode ser considerado o propósito mais importante do GTD. De nada serviriam os conceitos, os hábitos e as ferramentas utilizadas para implementá-lo se deixarmos de lado este propósito.

Não pretendo me aprofundar nos conceitos do GTD, pois muitos já fizeram esse trabalho e disponibilizaram na Internet. Portanto, sugiro inicialmente:

1. Assistir algum vídeo de introdução:

 

 

2. Ler o livro:

“A Arte de Fazer Acontecer – Uma Fórmula Anti-stress para Estabelecer Prioridades e Entregar Soluções no Prazo” – David Allen

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O próprio GTD esclarece que, em um determinado projeto, é imprescindível definirmos seu objetivo e visualizarmos o resultado. Depois de assistir alguns vídeos e ler o livro, provavelmente você estará empolgado para colocar tudo o que aprendeu em prática. Neste ponto, é muito fácil esquecer exatamente o objetivo do próprio GTD. Então, nunca se esqueça: seja água, meu amigo.

Com isso em mente, o próximo passo é iniciar. Nas próximas publicações e aos poucos, falarei em detalhes sobre quais ferramentas eu utilizo para implementar o GTD e como elas se encaixam nos 5 estágios sugeridos pela metodologia.

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Nova categoria: produtividade

Em 2014, a revista The Economist publicou uma reportagem que critica o nível de produtividade dos trabalhadores brasileiros, com frases do tipo “são gloriosamente improdutivos” e “a partir do momento em que você pisa no Brasil você começa a perder tempo”.

Esta reportagem apareceu durante meu entusiasmo diante de uma recém-descoberta – a famosa metodologia de produtividade GTD. Foi o estímulo que precisava para lidar com a minha dificuldade de adquirir novos hábitos (e perder outros). Naturalmente, houve necessidade de aprimorar os métodos ao longo destes poucos anos, seja através da pesquisa de novas ferramentas ou pelo estudo de outras metodologias e seus aspectos psicológicos.

Desde então, este aprimoramento tem sido constante e, hoje, considero o sistema que estou utilizando, largamente baseado no GTD, maduro o suficiente para ser compartilhado e discutido.

Periodicamente irei publicar alguns textos sobre as ferramentas e suas configurações (apenas como referência, visto que as metodologias não impõem o uso de ferramenta específica), os desafios encontrados e ideias para novos modelos de priorização de atividades e gerenciamento de memória.

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RDO: Distribuição RPM do OpenStack

OpenStack é um projeto Open Source para construir e gerenciar nuvens públicas ou privadas no modelo conhecido como infrastructure-as-a-service (IaaS).

Tentando traduzir para quem não está acostumado com o vocabulário da computação em nuvem, pode-se dizer que o OpenStack fornece os componentes de software para disponibilizarmos serviços semelhantes aos principais serviços da Amazon AWS (EC2, S3, RDS, dentre outros), tanto para fornecê-los para terceiros (nuvem pública), como para uso interno (nuvem privada).

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Atualização dinâmica do kernel Linux

É comum administradores Linux se vangloriarem da estabilidade de seus servidores dizendo que eles não foram reiniciados nos últimos anos. O uptime do sistema é uma espécie de medalha conseguida a duras penas na guerra santa entre os sistemas operacionais da Microsoft e o Linux.

Enquanto os sistemas operacionais da Microsoft carregam o fardo do seu passado sombrio de instabilidade, o Linux mantém fama oposta. Mas até que ponto não reiniciar o sistema por um longo período de tempo é algo a ser comemorado?

Se por um lado isto demonstra algumas virtudes do sistema operacional, por outro revela que o administrador de sistemas não está preocupado com a segurança de seus servidores. Falhas são encontradas com alguma frequência no kernel Linux, e uma atualização neste componente exige a reinicialização do sistema.

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Compactação de memória com o zswap

A memória swap é um elemento importante do gerenciamento de memória no Linux, mas sua utilização, quando notada, geralmente é acompanhada de uma penalidade considerável no desempenho, e por vezes é necessário reiniciar todo o sistema. Por esse e outros motivos, alguns administradores de sistemas não ortodoxos questionam sobre a real necessidade de um dispositivo swap.

Poucas alternativas de configuração são populares: desabilitar totalmente o swap e deixar que o kernel sacrifique alguns processos em uma eventual falta de memória (OOM Killer), ou simplesmente utilizar um disco mais rápido para o dispositivo de swap, como, por exemplo, discos SSD.

Agora disponível no Red Hat Enterprise Linux 7 (e clones), o zswap aparece como uma alternativa sensata e econômica que promete dar novo estímulo ao uso da memória swap.

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